terça-feira, 1 de março de 2011
I Encontro Latino Americano de Estudantes de Letras
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Vivendo o turismo
terça-feira, 15 de setembro de 2009
A oca de concreto da capital
Memorial dos Povos Indígenas tem mais a oferecer do que esperam os brasilienses
Não é tão difícil identificar, de longe ou de perto, uma oca de concreto localizada entre duas pistas de uma das principais via da capital federal. O memorial dos povos indígenas, como outros monumentos de Brasília, foi projetado em 1987 pelo arquiteto Oscar Niemeyer, inspirado na taba indígena dos índios Yanomami. O lugar, que funciona efetivamente como museu do índio há somente 10 anos, possui um acervo permanente com 380 peças cedidas pelos antropólogos Darcy Ribeiro, Berta Ribeiro e Eduardo Galvão. O museu está aberto para visitação de segunda a domingo.
Segundo a guia de turismo Paula Funchal, o Memorial dos Povos Indígenas é um dos lugares pelos quais os visitantes menos demonstram interesse. Raimundo Nonato de Oliveira, 63, trabalha no museu há 4 anos e acredita que a razão dessa falta de interesse é a localização do museu. “Para quem vem de ônibus é difícil o acesso, só tem estacionamento para carro, e em horário de pico o eixo é mais difícil” conta o funcionário, que acredita também que a procura pelo museu é baixa. A estimativa feita por Raimundo é de 100 a 150 visitas por dia, com algumas mudanças a depender da época do ano.Apesar das dificuldades, o brilho dos artigos indígenas expostos no museu é diferente daquele que reluz de faixas presidenciais, lantejoulas, fardas e medalhas militares. Ele tem o brilho próprio da cultura, da arte e da sabedoria dos primeiros habitantes do país, influência direta e indireta no Brasil que existe hoje. Uma funcionária que não quis dar entrevista afirmou que, desde a mudança do diretor, há dois anos, o museu tem mais interação e mais freqüentadores. “Por ser índio mesmo, ele tem mais capacidade de organizar” afirma. O atual diretor do Memorial dos Povos Indígenas, Marcos Terena, primeiro índio na história a administrar o memorial, assumiu em agosto de 2007 e, desde então, trabalha na interação entre o Memorial e os próprios povos indígenas, com exposições culturais, diálogos entre indígenas, encontros, celebrações do Dia do Índio – 19 de abril – e do Dia Internacional dos Povos Indígenas – 9 de Agosto.
Mas nem tudo foi um rio de penas e cocares. Cobiçado durante muitos anos, o prédio destinado aos povos indígenas é “muito bonito para ser Museu do Índio”, afirmou José Aparecido de Oliveira, governador na época da inauguração. De Arte Moderna a Brasília, muitos museus tentaram ser instalados sem sucesso no espaço. Somente em 1995, com uma série de manifestações e rituais indígenas no prédio, esses povos puderam ter de volta seu espaço, tombado em 2007 pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Liberdade sobre duas rodas
terça-feira, 1 de setembro de 2009
O Brasil pela Anistia no UniCEUB
terça-feira, 9 de junho de 2009
O peso do conhecimento
segunda-feira, 27 de abril de 2009
A Revolução dos Cravos e a Literatura Portuguesa
BIBLIOGRAFIA
LIVRO
ARTIGOS (consultados pela internet)
ROANI, Gerson Luiz. Sob o vermelho dos cravos de abril – Literatura e Revolução no Portugal contemporâneo. Revista Letras, Curitiba, n. 64, p. 15-32. set./dez. 2004. Editora UFPR
PÁGINAS NA INTERNET
http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_dos_Cravos
http://www.unificado.com.br/calendario/04/cravos.htm
sábado, 7 de março de 2009
Natureza Urbana
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O mundo e a pós-modernidade
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Adiado o espetáculo
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Leitura libertária
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Aceitação do inaceitável
Brasilialidade

A maioria das cidades pipocam no mundo. Elas acontecem. Brasília não acontece. Brasília já foi construída e formatada para existir. Mas que Brasília é essa, capital do Brasil? São tantas Brasílias que eu ainda não conheço todas. Conheço aquela Brasília da cúpula, fechada, que se limita às extensões das “asas” cuja denominação nem mesmo existe em seu projeto original – a menos que cruz tenha asa e eu não saiba. Conheço a Brasília limpa e livre visualmente, a Brasília do fácil transporte (a pé), dos centtros comerciais e administrativos, da beleza incontestável de um céu aberto, a Brasília que o dinheiro pode mostrar. A Brasília da miséria passa despercebida. A Brasília dos cidadãos que dormem na rua, das crianças que trabalham no sinal, das mulheres que são vendidas na rodoviária, da prostituição, da violência, dos assaltos, da corrupção e dos assassinatos - dessa Brasília, a gente esquece.
Mas existem outras Brasílias também, que só agora estou descobrindo. A Brasília das políticas, das peças, das músicas, dos cinemas, das conquistas e das lutas sociais. Existe a Brasília dos prédios mais altos, a das casas baixas, dos aglomerados, dos espaços abertos, a Brasília de fora da cruz e a que fica aqui do lado, a Brasília bonita de parques e flores, e a Brasília incógnita, dos farrapos e vidros quebrados. São tantas brasilialidades, que eu acho que a cidade é uma só: é ela e todas as outras.
Quem foi que disse que Brasília não acontece? Ela acontece, sim. Aconteceu e eu nem vi.